Calha Norte a fronteira do futuroGen. Geraldo Luiz Nery da Silva
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AMAPÁ |
RORAIMA |
AMAZONAS |
PARÁ |
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AMAPARI |
BONFIM |
MELO FRANCO |
TIRIÓS* |
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PALIKUR |
NORMANDIA |
JANDU-CACHOEIRA |
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CUMARUMÃ |
BV-8 |
IPIRANGA* |
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SURUCUCU* |
VILA BITTENCOURT* |
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AUARIS* |
IAUARETÊ* |
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BAIXO MACUJAÍ |
QUERARI* |
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PAAPIÍ |
SÃO JOAQUIM* |
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UAICÁS |
CACUÍ* |
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ERICÓ |
MATURACÁ* |
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* Aeródromos já asfaltados
No Setor da Marinha
· Construção do píer da Base Naval de Val-de-Cães.
· Ligação definitiva do cais da Estação Naval do Rio Negro.
· Aquisição e entrada em operação de duas "Agências Flutuantes" e quatro embarcações rápidas.
· Construção de três lanchas-patrulha e uma lancha-balizadora.
· Apoio médico e odontológico às populações ribeirinhas, por meio de dois navios de assistência hospitalar.
4.3 - Ampliação da Infra-Estrutura Viária ( a cargo da Engenharia do Exército)
· Ligação Ipanoré-Urubuquara, no município de São Gabriel da Cachoeira (AM), permitindo a integração do transporte fluvial no rio Uaupés.
· Construção de trecho da BR-307, ligando São Gabriel da Cachoeira a Cucuí.
· Conservação dos trechos da BR-174, entre Caracaraí e Boa Vista, e da BR-401, de Bonfim a Normandia.
· Implantação da ligação Calçoene a Oiapoque, trecho da BR-156.
· Planejamento para a ligação Macapá-Tiriós, trecho da BR-210 e BR-163, aproveitando segmentos já construídos da Perimetral-Norte .
· Início das obras de implantação da ligação de São Gabriel da Cachoeira a Maturacá, através da BR-307, que possibilitará o transporte rodoviário da produção agrícola da comunidade indígena de Maturacá para o mercado consumidor de São Gabriel da Cachoeira.
4.4 - Ampliação da Oferta de Recursos Sociais Básicos
No Projeto-Piloto da cidade de Tabatinga
· Construção e entrega de moderno centro administrativo.
· Elaboração do Plano Diretor para a cidade de Tabatinga.
· Construção do Auditório Comunitário Amazônia Régia.
· Implantação dos sistemas de captação e distribuição de água.
· Instalação do Centro de Treinamento Profissional, para aprendizado agrícola e industrial de habitantes do município de Tabatinga, sob a direção do Exército.
· Construção/reforma de prédios destinados ao funcionamento de Postos de Serviços da Previdência Social, Polícia Federal, Polícia Militar e Receita Federal.
· Implantação de um sistema de limpeza urbana.
· Tratamento de águas servidas, pluviais e esgotos para 70% da área urbana.
· Criação da Comarca de Tabatinga, com a instalação de duas Varas.
· Construção do Entreposto Pesqueiro.
· Ampliação e modernização das instalações do Hospital do Exército, em Tabatinga (AM), cujo atendimento a civis, inclusive a índios, eqüivale a 90% dos seus serviços.
Nas demais áreas da Faixa de Fronteira
· Construção de poços tubulares em Palmeiras do Javari (AM), Estirão do Equador (AM), Ipiranga (AM), Vila Bittencourt (AM) e São Gabriel da Cachoeira (AM).
· Construção de instalações para alojamento de profissionais de saúde em Pari-Cachoeira (AM) e Taracuá (AM).
· Construção de uma unidade de distribuição de alimentos da CONAB em São Gabriel da Cachoeira (AM).
· Construção e equipamento de centros de saúde em Pari-Cachoeira (AM) e Içana do Rio Negro (AM).
· Aquisição e entrada em operação de quatro Unidades Volantes de Saúde (barcos), para atendimento nos distritos e comunidades isoladas do Alto Rio Negro.
· Alocação de pessoal de saúde em Benjamin Constant (AM), São Paulo de Olivença (AM), Santo Antônio do Içá (AM), Amaturá (AM) e na região do Alto Rio Negro.
· Instalação de duas Unidades Mistas de Saúde, com 25 e 50 leitos, em Iauaretê (AM) e São Gabriel da Cachoeira (AM), respectivamente.
· Fornecimento de farmácias básicas - 1 (uma) para cada 3.000 habitantes, em periodicidade semestral - para as Unidades Mistas e Volantes de Saúde dos municípios de Tabatinga (AM), Benjamin Constant (AM), São Gabriel da Cachoeira (AM) e Santa Isabel do Rio Negro (AM).
· Instalação e fornecimento de equipamentos para Postos de Saúde nas áreas indígenas de Pari-Cachoeira II (AM) e Taracuá (AM).
· Fornecimento de equipamento completo para o Centro de Saúde de Atalaia do Norte (AM).
· Construção, fornecimento de equipamento e operação de Postos de Saúde nas comunidades de Guanabara III, Prosperidade I, II e III, Sururuá, Niterói, Crajari, Veneza, São Pedro, São Raimundo, São Leopoldo e Belo Horizonte, todas no município de Benjamin Constant (AM).
· Instalação de creches em São Gabriel da Cachoeira (AM), Benjamin Constant (AM) e Barcelos (AM).
· Realização de campanhas de vacinação e erradicação de doenças endêmicas, em todos os municípios da Faixa de Fronteira.
· Construção da Escola Agropecuária de São Gabriel da Cachoeira (AM), para 600 alunos de 1º e 2º grau.
· Implantação do Colégio Agropecuário de Benjamin Constant (AM), objetivando a formação de técnicos de 2º grau nos setores de criação de pecuária e produção agrícola.
· Recuperação de mais de uma centena de salas de aula da rede de ensino municipal.
4.5 - Implantação de Centrais de Energia Elétrica na Faixa de Fronteira
· Construção de 5 (cinco) pequenas centrais hidrelétricas-PCH nas localidades de: Querari (AM) - 30 KVA; Maturacá (AM) - 100 KVA; São Joaquim (AM) - 60 KVA; Auaris (RR) - 80 KVA; e Surucucu (RR) - 60 KVA.
· Conclusão do projeto da PCH de Pari-Cachoeira com previsão de início das obras em 1999.
4.6 - Incremento das Ações da FUNAI na Faixa de Fronteira
· Criação de 19 áreas indígenas na região dos índios Ianomâmi, em Roraima, a saber: Auaris, Uaicás, Surucucu, Cutaíba, Palimiú-There, Ericó, Acapural, Mucajaí, Jundiá, Catrimani, Demini, Tootobi, Gurupira, Ajuricaba, Marari, Marauiá, Maturacá, Cauabori e Apuí, num total de 2.435.215 hectares para uma população de 9.000 índios aproximadamente.
· Criação de mais 16 áreas no Amazonas - região conhecida como "Cabeça do Cachorro" - conhecidas como: Kuripaco, Cuiari, Iauaretê I, Iauaretê II, Içana do Rio Negro, Pari-Cachoeira I, Pari-Cachoeira II, Pari-Cachoeira III, Evaré I, Evaré II, Içana-Aiari, Maku, Cubate, Taracuá, Xiê e Médio Içana, totalizando uma superfície de 2.630.000 hectares para uma população de cerca de 23.000 índios.
· Criação das áreas indígenas de Uaçá I, Uaçá II e Juminá na região do Oiapoque, com uma superfície total de 463.946 hectares.
· Criação de 13 florestas nacionais, a saber: Xiê, Içana-Aiari, Cuiari, Cubate, Piraiauára, Taracuá I, Taracuá II, Urucu, Içana, Pari-Cachoeira I, Pari-Cachoeira II, Amazonas e Roraima, abrangendo uma área de 8.565.485 hectares.
· Criação do Parque Nacional de Monte Roraima, com uma área de 100.000 hectares.
Na contramão do objetivo maior do Programa Calha Norte - integração da região ao norte do rio Solimões/Amazonas ao restante do território brasileiro e desenvolvimento dessa área, proporcionando assistência à população e melhoria do seu padrão de vida, particularmente na Faixa de Fronteira -, a FUNAI, atendendo a interesses inconfessáveis e prejudiciais ao Brasil, voltou-se, fundamentalmente, para criar, demarcar e administrar gigantescos feudos que lhe conferissem o máximo de poder e prestígio e que lhe rendessem recursos permanentes, oriundos de fontes internas (orçamento e BNDES) e externas, estes últimos pela condução da questão indígena em absoluta consonância com os desideratos alienígenas, contando, lastimavelmente, com o aval dos presidentes Collor e Cardoso, responsáveis, no mais alto nível, pela aplicação dessa equivocada e perniciosa política indigenista.
Resta, ainda, assinalar que, excetuando as ações da FUNAI - estudos, criação e demarcação de áreas indígenas, parques e florestas nacionais -, para as quais sempre se encontra recursos, particularmente do BNDES e exterior, as realizações do Programa Calha Norte, que aqui alinhamos, são, praticamente, as mesmas alcançadas até o ano de 1994. A partir daí, inexplicavelmente, o Programa perdeu a impulsão, deixando de ser prioridade no seio do Governo
Paradoxalmente, na década de 90, quando as Forças Armadas reorientaram seus planejamentos e conseqüentes ações estratégicas, priorizando a Amazônia, o que implicava a liberação de recursos compatíveis com a concretização desse esforço, o que se constatou foi a sua gradativa redução, a partir de 1995, a níveis inaceitáveis.
Tais assertivas podem ser corroboradas, facilmente, através do Quadro "Recursos Orçamentários Alocados ao Programa Calha Norte", a seguir apresentado, no qual se observa o descaso, que se agrava a partir de 1995, com um Programa que visa proporcionar segurança, integração e desenvolvimento à área amazônica, ao norte das calhas do rio Solimões/Amazonas, numa faixa de aproximadamente 6.770 Km, desde Tabatinga/AM até o Oiapoque/AP.
Recursos orçamentários alocados ao PCN
(Quadro demonstrativo)
Complementando o referido Quadro, é mister afirmar que, em 1999, o Programa Calha Norte não foi contemplado com recursos orçamentários da União, atestando a falta de visão estratégica e a insensibilidade desse governo com relação aos interesses nacionais. Houve, no entanto, apresentação de Emenda Parlamentar alocando ao Programa R$ 11.500.000,00, sendo somente aprovada a quantia de R$ 5.000.000,00, sujeita a contingenciamento, não estando ainda disponibilizada até a presente data (30 de setembro), o que é profundamente lamentável.
5.1 - Considerações para a formulação das ações a realizar
O Programa Calha Norte (PCN) tem por escopo aumentar a presença do Poder Estatal Brasileiro na região da Calha Norte, proporcionando, simultaneamente, segurança e assistência às populações locais, criando condições mínimas de infra-estrutura para fixar o homem na referida região e assegurar-lhe nível de vida compatível com os padrões brasileiros, evitando, assim, o esvaziamento populacional da área.
Além do seu caráter social - pois se desenvolvem na região mais desassistida e dissociada do restante do território -, as ações do PCN devem buscar resultados concretos no que concerne à consolidação da Soberania Nacional, de fundamental importância nessa área potencialmente problemática, considerando-se os temas de interesse da humanidade, ali tão presentes, como o narcotráfico, a ecologia e a questão indígena, bem como atuação direta das Organizações Não-Governamentais (ONGs), além dos problemas dos países vizinhos que podem transpor nossas fronteiras, particularmente a narcoguerrilha, buscando em nosso território, quando pressionada, áreas de homizio para os guerrilheiros e narcotraficantes.
Embora não trate de defesa propriamente dita, as medidas postas em prática pelo Programa Calha Norte trazem, como subproduto, um favorecimento às ações de defesa, graças ao incremento da presença do Poder Estatal.
Os investimentos em infra-estrutura, além dos benefícios sociais para a população local, permitem, a qualquer momento, a atuação dos órgãos governamentais na região, tanto em nível federal, como estadual e municipal. O alcance das ações do Programa é proporcional aos recursos alocados, e, em razão da escassez, prioriza-se as regiões mais carentes e mais distantes dos grandes centros. Os investimentos deverão se orientar para a integração da região da Calha Norte ao restante do País, atenuando as disparidades regionais. Na Faixa de Fronteira, favorecerão o fortalecimento das relações internacionais com nossos vizinhos, evitando a ocorrência ou agravamento de acidentes fronteiriços.
As Forças Armadas, graças à sua presença histórica na área e à sua infra-estrutura administrativa e logística, vêm se mostrando excelentes parceiros, pois têm cumprido fielmente as ações do Programa e zelado pelos seus investimentos.
A aplicação de recursos pelo PCN na implantação de um Pelotão Especial de Fronteira (PEF), não significa criar uma pequena unidade militar, mas um núcleo de povoamento, onde toda a infra-estrutura beneficia a população local. Em áreas inóspitas e remotas, o PCN, principalmente através dos PEF, tem plantado verdadeiras ilhas de excelência, assegurando, plenamente, o retorno social dos investimentos realizados.
5.2 - Relação de ações na região da Calha Norte
- Apoio aéreo e fluvial às pequenas comunidades.
- Apoio de saúde às comunidades carentes localizadas próximas as pequenas organizações militares na Faixa de Fronteira.
- Apoio à educação, com a construção e recuperação de escolas municipais, colégios agropecuários e Centros de Treinamento Profissionais (CTP).
- Implantação e manutenção de Pelotões Especiais de Fronteira.
- Implantação e manutenção de aeródromos e pequenos portos (ancoradouros).
- Implantação e manutenção de rodovias, centrais de energia elétrica e centros de telecomunicações.
- Implantação de infra-estrutura de saneamento básico nos seus municípios.
- Implantação, manutenção e inspeção de marcos demarcatórios na fronteira.
- Distribuição de material escolar para comunidades isoladas.
- Assistência às comunidades indígenas na fronteira, através da melhoria do atendimento médico e sanitário prestado pelos Postos de Saúde indígenas.
6.1 - Marcos Demarcatórios na Fronteira Norte
Inspecionar, recuperar e promover o adensamento dos marcos demarcatórios nos 5.993 km da linha de fronteira norte, por intermédio de campanhas binacionais, a cargo da Primeira Comissão Demarcatória de Limites (PCDL).
Valor: R$ 400.000,00 por ano.
Cabe destacar que, apesar de não vivermos disputas territoriais com nossos vizinhos, são freqüentes os incidentes fronteiriços, em grande parte, fruto da falta de materialização física, no terreno, da linha de fronteira.
6.2 - Vigilância Terrestre
- Conclusão do PEF de Pari-Cachoeira (AM) - Valor: R$ 300.000,00
- Construção dos PEF de:
- Tunuí-Cachoeira (AM) - Valor: R$ 1.500.000,00
- Ericó (RR) - R$ 1.500.000,00
- Uiramutã (RR) - R$ 1.500.000,00
- Tiriós (PA) - R$ 1.500.000,00.
- Realização de reparos urgentes nos 6 (seis) PEF de madeira implantados pelo PCN, a saber:
- Iauaretê (AM) - R$ 100.000,00
- Querari (AM) - R$ 120.000,00
- São Joaquim (AM) - R$ 110.000,00
- Maturacá (AM) - R$ 80.000,00
- Surucucu (RR) - R$ 40.000,00
- Auaris (RR) - R$ 20.000,00.
- Conclusão dos quartéis do 33º Grupo de Artilharia de Selva (R$ 1.000.000,00) e da 1ª Base Logística de Selva (R$ 800.000,00), ambos em Boa Vista.
- Construção de 20 (vinte) próprios nacionais residenciais (PNR) para sargentos em São Gabriel da Cachoeira (AM), com o valor médio unitário de R$ 42.000,00, perfazendo um total de R$ 840.000,00.
6.3 - Vigilância Aérea
- Transporte aéreo
Realizar mil horas de vôo por ano, ao custo unitário de R$ 1.500,00, em proveito do apoio logístico às organizações militares da Amazônia Setentrional e das populações isoladas que têm na Força Aérea Brasileira seu único meio de contato com o restante do País, perfazendo um total de R$1.500.000,00 por ano.
- Implementação de aeródromos
- Pavimentar a pista de pouso de BV-8 (RR), no valor de R$ 4.300.000,00
- Recuperar as pistas de pouso de Tiriós (PA), no valor de R$ 9.900.000,00, de Iauaretê (AM) e Oiapoque (AP), cada uma no valor de R$ 6.000.000,00.
6.4 - Vigilância Naval
- Construção dos seguintes meios:
- Navio Patrulha Fluvial (NaPaFlu) - R$ 24.000.000,00
- Navio Hidrográfico Fluvial - R$ 18.000.000,00
- Navio-Transporte de Tropas Fluvial, duas unidades pelo preço unitário de R$ 26.000.000,00, perfazendo um total de R$ 52.000.000,00
- Agências Flutuantes (AgFlu), sete unidades pelo preço unitário de R$500.000,00, perfazendo um total de R$ 3.500.000,00
- Ampliação do cais flutuante da Estação Naval do Rio Negro (ENRN) por R$8.600.000,00
- Aquisição de três helicópteros de emprego geral pelo valor unitário de R$1.600.000,00, perfazendo um total de R$ 4.800.000,00
6.5 - Educação na Faixa de Fronteira
- Reparar o maquinário das oficinas de marcenaria e mecânica do Centro de Treinamento Profissional de Tabatinga (AM) no valor de R$ 50.000,00
- Equipar 10 (dez) escolas de ensino fundamental localizadas nos PEF, com o valor unitário de R$ 10.000,00 por escola, perfazendo um total de R$ 100.000,00.
6.6 - Proteção e Assistência às Comunidades Indígenas
- Recuperar e reequipar 10 (dez) Postos Indígenas, resgatando sua capacidade de fiscalização e controle das respectivas áreas, reduzindo a ocorrência de ilícitos, ao valor médio de R$ 48.500,00, perfazendo um total de R$485.000,00
- Recuperar e reequipar 9 (nove) Postos de Saúde localizados em áreas indígenas, proporcionando melhores condições de atendimento médico e sanitário, pelo valor médio de R$ 60.000,00 por posto, perfazendo um total de R$ 540.000,00.
6.7 - Infra-Estrutura Viária
- São Gabriel da Cachoeira (AM)
- Construção dos portos de Camanaus (R$ 689.000,00) e Queiroz Galvão (R$ 549.000,00)
- Construção da estrada vicinal para Maturacá (R$ 5.500.000,00), com desembolsos de R$ 1.100.000,00 anuais ao longo dos 5 (cinco) anos previstos para concluir a obra.
- Tabatinga (AM)
Melhoramentos no Porto de Tabatinga no valor de R$ 250.000,00
- Demais municípios da Calha Norte
Melhoria nas condições de atracação de embarcações nas sedes de trinta dos setenta municípios que integram a Calha Norte, ao preço de R$ 50.000,00 por município, perfazendo um total de R$ 1.500.000,00
6.8 - Implantação de Centrais de Energia Elétrica
- Oiapoque (AP)
Construção de UHE de 7,5 MW, no rio Oiapoque, em cooperação com a República da França (fonte: Governo do Amapá), no valor de R$1.600.000,00
- Calçoene (AP)
Contrução da UHE de Cachoeira Rasa, aproveitando o potencial de 6,4 MW do rio Calçoene, em benefício das localidades de Calçoene, Amapá e Lourenço (fonte: Governo do Amapá), no valor de R$ 8.000.000,00, referente à 1ª etapa, com instalação de uma unidade geradora de 1,6 MW.
- Iauaretê (AM)
Construção da PCH de Aracapá, aproveitando o potencial de 600KW do rio Papuri, beneficiando cerca de 5.000 habitantes do distrito de Iauaretê e o 1º Pelotão Especial de Fronteira, no valor de R$ 3.000.000,00
- Pari-Cachoeira (AM)
Construção de PCH, com aproximadamente 150KVA de potência, em proveito do Pelotão Especial de Fronteira e da comunidade indígena (fonte: Diretoria de Obras Militares do Exército) no valor de R$750.000,00
- Convênios com o Programa de Desenvolvimento Energético de Estados e Municípios (PRODEEM), do Ministério de Minas e Energia (MME)
Alocar recursos com a finalidade de cumprir os compromissos assumidos com o PRODEEM/MME, que tem como meta para 1999 energizar, prioritariamente com energia solar 1.000 localidades na Amazônia, no valor médio unitário de R$15.000,00, perfazendo um total de R$15.000.000,00.
6.9 - Implantação de Centros de Telecomunicações
- Dotar as organizações militares de fronteira de equipamentos de telecomunicações que permitam romper a situação de isolamento das famílias para lá deslocadas e das comunidades que se formam na área de influência dos PEF, no valor unitário de R$ 10.000,00, perfazendo um total de R$ 150.000,00
- Dotar as sedes dos municípios da Calha Norte de serviços de telefonia, um por Posto de Serviço (PS), monocanal via satélite, priorizando aqueles localizados na Faixa de Fronteira, assim como os demais núcleos populacionais, em parceria com os governos estaduais e municipais e com as concessionárias de serviço público, hoje empresas privadas, no valor médio unitário de R$175.000,00, sendo R$20.000,00 em obras civis e R$155.000,00 em energia e transmissão.
6.10 - Gestão Municipal
- Realizar, por intermedio do Programa de Integração Mineral em Municípios da Amazônia (PRIMAZ), da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), o estudo integrado dos recursos minerais, hídricos e ambientais, envolvendo seu relacionamento com os diversos segmentos das áreas social, econômica e de infra-estrutura, como base para elaboração, em uma segunda fase, dos Planos Diretores Municipais referentes aos 70 (setenta) municípios da Calha Norte, a um custo médio de R$ 80.000,00 por projeto:
- Estado do Amapá
- Total de municípios na Calha Norte (CN) - 16 (todos)
- Municípios prioritários: Laranjal do Jari e Vitória do Jari.
- Estado do Amazonas
- Total de municípios na CN - 30
- Municípios prioritários: Tabatinga, São Gabriel da Cachoeira, Santa Izabel do Rio Negro e Barcelos.
- Estado do Pará
- Total de municípios na CN - 9
- Municípios prioritários: Oriximiná e Almeirim
- Estado de Roraima
- Total de municípios na CN - 15 (todos)
- Municípios prioritários: Alto Alegre e Amajari
- Elaborar os Planos Diretores Municipais, com base no relatório do PRIMAZ, referentes aos 70 (setenta) municípios da Calha Norte a um custo médio de R$500.000,00 por projeto, segundo as prioridades apontadas no item anterior.
6.11 - Saneamento Básico - Programa de Ação Social em Saneamento (PASS)
Estender aos núcleos populacionais, urbanos ou rurais, os benefícios do suprimento de água potável (R$ 405,00 por família), esgoto sanitário (R$585,00 por família) e coleta/destinação final de lixo (R$ 68,00 por família).
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Descrição da Atividade |
Meta |
Recursos (*) |
|
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1999 |
2000 |
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285,00 |
515,00 |
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1.047,00 |
850,00 |
|
|
- |
725,00 |
|
|
285,00 |
285,00 |
|
|
390,00 |
- |
|
|
|
- |
340,00 |
|
|
- |
80,00 |
|
|
1.012,00 |
1.188,00 |
|
|
- |
2.000,00 |
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610,00 |
2.000,00 |
|
|
1.338,00 |
3.320,00 |
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|
- |
115,00 |
|
|
20,00 |
20,00 |
|
|
57,60 |
60,00 |
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33,00 |
50,00 |
|
|
|
5.077,60 |
11.548,00 |
(*) Valores em R$ 1.000,00
Fonte Gab MEPE
O posicionamento geoestratégico extremamente importante da imensa área amazônica, plena de riquezas naturais, com baixa densidade demográfica, isolada no aspecto físico do restante do território, sobretudo ao norte da calha do rio Solimões/Amazonas, onde o Poder Nacional atua com fraca intensidade, aguça, cada vez mais, o interesse e a cobiça dos países desenvolvidos, particularmente dos Estados Unidos da América.
O fim da guerra fria, com o esfacelamento do poderio da União Soviética, trouxe no seu bojo o surgimento de uma nova ordem ou desordem internacional, na qual os EUA passaram à situação de potência hegemônica que se acha no direito de conduzir o mundo de acordo com seus interesses, tornando inexpressivos os conceitos de soberania e autodeterminação para os povos periféricos, ensejando o acirramento do conflito Norte-Sul, representado no Brasil através de ameaças crescentes sobre a Amazônia.
Nesse cenário, que agride a vontade nacional de todos os países ibero-americanos, avultam as pressões pela internacionalização da Amazônia, encobertas pelas bandeiras da preservação ambiental, da evocação dos "direitos humanos" de minorias e da exigência de maior eficácia no combate ao narcotráfico, que, dentre outras, podem ser abraçadas pelas nações poderosas como justificativa para intervenções.
No âmbito externo, líderes mundiais, apoiados pela mídia e pelas ONGs por eles financiadas, exacerbam a opinião pública contra o nosso País, apresentado como incapaz de proteger o meio ambiente na Amazônia, de combater com sucesso o narcotráfico e de preservar o índio e sua cultura, comportando-se, a seu ver, de forma irresponsável com relação ao futuro da humanidade, o que justifica a adoção da tese do "Dever de Ingerência" nas agressões à Soberania Nacional.
Internamente, a campanha orquestrada ganhou o apoio de amplos setores nacionais, sobretudo das ONGs que atuam no País, por modismo, interesses políticos e econômicos ou oportunismo, procurando obstar qualquer projeto ou empreendimento na região amazônica.
Observa-se, sem grande esforço, um alheamento da consciência nacional face a um assunto de tamanha gravidade, por envolver a soberania brasileira sobre uma área de mais da metade do nosso território.
Vozes isoladas, sensatas e equilibradas, que se preocupam com este quadro perverso, normalmente não têm espaço nos órgãos de comunicação social, onde o interesse consiste na divulgação de fatos que nos são adversos, via de regra inverídicos ou deturpados na sua essência, como no caso do extermínio generalizado de indígenas em Roraima, amplamente noticiado pela Imprensa em geral, quando, na verdade, dois ou três índios haviam morrido na Venezuela, alarde irresponsável visando desgastar a imagem do Brasil, para atender aos desígnios dos Estados poderosos, contrários ao desenvolvimento e a integração da Amazônia ao restante do País.
Dentro desse difícil contexto, foi criado pelo Governo Sarney, em 1985, o Projeto Calha Norte, hoje denominado Programa, com a finalidade de garantir a soberania e a integração efetiva ao território brasileiro da região, dissociada e afastada dos centros de poder, que se insere entre a fronteira norte-noroeste e a calha dos rios Solimões e Amazonas.
Envolvendo uma área escassamente povoada de 1,2 milhões de quilômetros quadrados, distribuídos pelo Amazonas, Roraima, Pará e Amapá, convivendo com problemas específicos de garimpagem ilegal, de narcotráfico, contrabando e de áreas indígenas imensas (os numerosos feudos da FUNAI) e tantos outros, o Programa Calha Norte (PCN) busca o desenvolvimento de tão extensa região, com a promoção da melhoria da qualidade de vida da sua população, preservando o meio ambiente.
Sua concepção inicial previa a participação de vários ministérios civis e ministérios militares. No entanto, a falta de recursos financeiros e humanos acarretou uma contribuição muito aquém da desejada e necessária por parte do segmento civil.
Esta escassez atingiu a todos os setores governamentais, trazendo, em conseqüência, uma natural sobrecarga para os ministérios militares, que acabaram por assumir muitos dos encargos de outras instituições, de modo a dar seguimento a execução do Programa. Este fenômeno decorreu da circunstância de os militares disporem de uma boa estrutura local, calcada em sua histórica presença na região.
Convém lembrar, também, a natural dificuldade de se transferir pessoal dos ministérios civis, acostumado aos grandes centros, para as regiões da Calha Norte – afastadas, desassistidas, carentes de meios de toda ordem -, o que exige motivação e desprendimento, inclusive para viver num ambiente onde, por exemplo, não se conseguiu ainda eliminar ou, pelo menos, controlar as doenças tropicais, como a malária e a leishmaniose, cujos mosquitos transmissores preocupam mais o ser humano do que o risco da presença de animais peçonhentos, encontrados em toda aquela área.
Na tentativa de justificar a omissão do governo em relação a tão relevante Programa, sobretudo a partir de 93, o que muito se agravou de 1995 até o corrente ano, um representante da SAE, hoje Gabinete do Ministro Extraordinário de Projetos Especiais (Gab MEPE), afirmou, através de jornais, que o "Calha Norte" foi entendido pela sociedade como um programa de militarização da fronteira. Entretanto, não disse o referido cidadão que tal Programa em tempo algum foi explicitado ou defendido por quem de direito ou por quem quer que seja perante a sociedade.
Releva acrescentar, sem meias palavras, que a resistência ao PCN partiu de determinados segmentos instalados no Governo, no Congresso, na Imprensa e em ONGs, representando interesses econômicos e internacionais, sentimentos antimilitaristas e/ou ressentimentos ideológicos, postos acima dos interesses do Brasil.
Desta forma, quando a Amazônia passou a merecer prioridade nas preocupações e no planejamento do Governo Federal, o Programa Calha Norte foi taxado de militarizante, sem que a elaboração de análise mais acurada tivesse ocorrido para o oportuno esclarecimento da sociedade.
Esqueceram, portanto, de informar que, desde a sua explicitação inicial, o Programa é interministerial e trará, se completado, extraordinários benefícios ao desenvolvimento da região em muitos setores, em especial nos rincões mais longínquos de nosso País, onde o braço do Estado, extremamente fragilizado, não pode ou talvez não queira alcançar, sobretudo na década de 90, já caracterizada por alguns como a "década desperdiçada" e por muitos outros como a "década infame".
Assim, ao longo da década infame, sofreu o Programa as restrições agudas decorrentes da crônica carência de recursos e, o que é pior, da falta de sensibilidade e compreensão no que tange aos seus verdadeiros objetivos.
Ao longo desses quatorze anos de funcionamento, o Programa Calha Norte vem se ressentindo cada vez mais da alocação de recursos, como mostramos, inclusive graficamente, no item 5, situação que se agravou a ponto de paralisar os seus projetos e atividades no corrente ano, em que nenhum centavo lhe foi distribuído até o presente mês de setembro.
No 15º ano de sua criação, o Calha Norte não pode ser considerado por nós brasileiros como um programa em extinção. É preciso resistir. Há que pressionar esse governo – atrelado a forças alienígenas - para que faça, pelo menos, o mínimo. É hora dos congressistas amazônidas atuarem !
Urge, portanto, exigir o descontingenciamento da quantia de R$ 5.000.000,00, para que se possa, em 1999, implementar as atividades planejadas, que perfazem R$ 5.077.600,00, conforme mostramos no item 7, o que representaria um novo alento para todos que ainda confiam no Programa, de fundamental relevância para que a Faixa de Fronteira da Calha Norte venha ser a Fronteira do Futuro, vivificada e integrada ao restante da região amazônica e esta, por sua vez, ao Brasil.
Mesmo enfrentando toda sorte de dificuldades, podemos destacar um expressivo elenco de realizações do Programa Calha Norte, sobretudo até 1994, como o fizemos no item 4.
Cumpre salientar que o Programa tem ainda proporcionado a intensificação de ligações militares extremamente amistosas e produtivas com os nossos parceiros amazônicos, ligações viabilizadas pela presença das Forças Armadas em nossas extensas fronteiras. Os Pelotões Especiais do Exército Brasileiro, apoiados pelas aeronaves de nossa Força Aérea, e os Navios de Patrulha Flutuantes (NaPaFlu) da Marinha presentes nos limites do País, longe de representar qualquer atitude de hostilidade, têm sido mais um fator de aproximação com nossos vizinhos, de troca de experiências e de apoio mútuo. Desse modo, contribuem para que o Brasil reassuma o papel de relevo natural que lhe é conferido no âmbito do Tratado de Cooperação Amazônica (TCA), como o maior e mais desenvolvido país do Pacto Amazônico.
Em nossos dias, o atual Gabinete do Ministro Extraordinário de Projetos Especiais, apesar da escassez de recursos, tem procurado estabelecer parcerias com ministérios, entidades acadêmicas, de pesquisas e de desenvolvimento social, como também com os governos dos Estados do Amazonas, Pará, Roraima e Amapá, com vistas a buscar a participação desses órgãos, de forma integrada, nas atividades do PCN, desde a fase do planejamento. Identificando-se ações e áreas de cooperação, evita-se a superposição de atividades e a pulverização de recursos.
Para tratar junto ao Gab MEPE de questões relativas ao Programa Calha Norte, já estão representados dezenove ministérios e quinze instituições, além dos governos dos quatro Estados abrangidos.
O produto obtido pelo esforço conjunto e coordenado dos setores dos governos federal e estadual e das demais instituições representadas no Programa pôde ser observado nas diversas Reuniões de Coordenação do PCN. Tais reuniões, que contaram também com a participação de prefeitos municipais e de representantes das sociedades locais, lograram alcançar o objetivo de consolidar o papel aglutinador do Gab MEPE em torno de iniciativas multidisciplinares de caráter estratégico, polarizando e coordenando esforços nos três níveis da administração pública e desses com as outras instituições participantes.
Cabe ressaltar que o contato direto com os prefeitos municipais, além de permitir o conhecimento minudente dos principais problemas de suas áreas, resultou no estabelecimento de canais de comunicação e no agendamento de ações que poderão facultar a adequação e dinamização das soluções para uma significativa gama de necessidades apresentadas.
Todavia, está faltando valorizar esse trabalho, dirigido e coordenado pelo Gab MEPE, com o envolvimento de um amplo espectro de instituições, através da liberação urgente dos recursos destinados ao Programa, sem os quais o planejamento das atividades do ano em tela ficará no papel, para frustração de todos os responsáveis pela execução do mesmo e dos brasileiros que dele dependem.
A Soberania e a Integridade do Patrimônio Nacional na Amazônia, ao lado de sua Integração definitiva ao restante do território brasileiro, Objetivos Nacionais Permanentes que devem ser assegurados a qualquer preço, dependem dos graus de Segurança e de Desenvolvimento existentes na área, o que corrobora a validade e a atualidade de buscarmos, com obstinação e proficiência, o fortalecimento do binômio Segurança e Desenvolvimento, possível de ser alcançado com o Programa Calha Norte.
Infere-se, por conseguinte, que a atuação concomitante e efetiva nesses dois campos tão interrelacionados, mas profundamente complexos, sobretudo na área amazônica, particularmente na região que envolve o Programa Calha Norte, exige um esforço conjunto de toda a Nação Brasileira, pressionando o atual governo, cujas prioridades excluem a Amazônia, para substituir a omissão impatriótica pelo engajamento impostergável.
Todo cidadão que visita as obras do Calha Norte torna-se um ardoroso defensor do Programa, pois constata, de forma inequívoca, o seu alcance social e a sua contribuição para o fortalecimento da presença do Estado em região tão carente e desprovida de meios. Esta verdade não tem sido compartilhada pelo atual governo, que teima em não investir num Programa, voltado para uma região que sofre claras ameaças das potências mundiais, lideradas pelos EUA.
O PROGRAMA CALHA NORTE precisa urgentemente ser reativado, devendo representar parcela significativa de um plano nacional abrangente, fundamental para preservar a Soberania Nacional e integrar a Amazônia Brasileira ao restante do País, única forma capaz de impedir que as reflexões e preocupações atuais se transformem no futuro numa realidade extremamente amarga para o Brasil.
O “CALHA NORTE” é um Programa inteligente e pragmático para fazer face à cobiça e à insânia internacionais. Representa poderoso instrumento preventivo a nos ajudar a não abrir mão de nenhum centímetro quadrado do território brasileiro ao norte do rio Solimões/Amazonas, região que nos foi legada pela determinação, bravura e coragem dos nossos antepassados.
Faz-se mister nos prepararmos, permanentemente e com todo o empenho, para garantir a sua inviolabilidade, diante da sanha avassalante das potências imperialistas. É hora de união ! A Amazônia nos pertence; perdê-la é inadmissível !
Muito mais difícil que defendê-la, será reconquistá-la. Em sua defesa, qualquer sacrifício será aceito por nós, inclusive o sacrifício da própria vida.
“Fizemos ontem... Faremos sempre !”
SELVA !
SELVA é o nosso cumprimento na Amazônia; é a palavra mágica, instituída pelo inesquecível Cel Jorge Teixeira, que viveu para servi-la. É o nosso bom dia, boa tarde, boa noite. É a saudação recíproca entre militares, que entram nos quartéis amazônicos e deles saem, e as suas guardas, sempre atentas. É a palavra obrigatória no final de tudo que se fala ou escreve. SELVA é emulação! Sintetiza o amor que dedicamos a Amazônia e, mais que isto, encerra o compromisso de defendê-la acima de tudo, porque Amazônia é Brasil.
Os autores registram sincero agradecimento a todos aqueles que cooperaram para a elaboração deste texto, em especial, ao Gabinete do MEPE, pelas informações atualizadas a respeito do estágio atual do Programa e as necessidades, ainda presentes, para o seu completamento. Cabe, também, enfatizar a importância do documento original do "Calha Norte", que sintetiza os seus propósitos, como uma das principais vertentes da Política de Desenvolvimento do Governo Sarney.
Nelsimar Moura Vandelli (vandelli@esg.br) é Coronel de Artilharia da reserva, com o curso de Comando e Estado-Maior da ECEME. e Geraldo Luiz Nery da Silva é General-de-Brigada da reserva do Exército Brasileiro Ambos cursaram a Escola Superior de Guerra.
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